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“A identificação da maternidade com a reprodução biológica nega que o mais importante na reprodução humana não é o processo de conceção e gestação, mas a tarefa social, cultural, simbólica e ética de tornar possível a criação de um novo sujeito humano”                                                                                                                                                                                                                  (Tubert, 1996)

O Pós-parto

Há cerca de 200 anos atrás, com a industrialização e o dispersar das famílias em procura de uma vida “melhor”, o que aconteceu foi a família alargada tornar-se em família nuclear, ou seja, tornar-se ainda mais pequena. As mulheres deixaram de ter o seu círculo familiar, das crianças, às irmãs e às anciãs do clã. Entre todas, como numa aldeia, se criava uma criança. Criavam-se várias na verdade.
Perdemos esse apoio, essa teia ou rede que se resumiu a uma só mulher, uma ou várias crianças e a um só homem, muitas vezes mais tempo fora de casa do que dentro, muito pouco disponível para a tarefa interminável da parentalidade. Estes eram tempos em que a casa e as crianças eram considerados trabalhos menores e assim entregues às mãos de mulheres, elas também consideradas inferiores. (Não fosse esta atitude ou não teríamos tido a primeira médica a formar-se apenas em 1849 nos Estados Unidos da América, ou em Portugal, a Dr.ª. Domitila de Carvalho em 1904).

A necessidade de ocupar um lugar na sociedade trabalhadora, afastou a mulher da sua intuição e da sabedoria milenar, transmitida de mãe para filha. Com este afastamento da família alargada, surgiram outras mudanças. Longe do apoio da sua tribo, esta mulher aproveitou as cada vez mais comuns ferramentas da sociedade moderna. Primeiro os livros, muitas vezes escritos por quem não teve filhos, ou pior, por quem não os considera, amorosamente, como pessoas que merecem todo o respeito e atenção
Num estudo australiano, chegou-se à conclusão que pais e educadores que leem muitos livros, 80% deles ficam mais ansiosos depois de os ler, do que antes de terem começado.
Depois dos livros veio a Internet, mais recentemente, a salva vidas em certas horas, outras, castradora e limitante. Este tipo de sabedoria masculina rápida e de ação veio substituir a feminina, mais lenta, mais permanente e intuitiva. As puérperas estão perdidas no meio da tanta informação, mas desligadas de si mesmas, sem saberem como resgatar a sua sabedoria intuitiva.

Esperemos poder contribuir nessa tarefa! 
(Se quiseres fazer o curso de Doula de Pós-parto, clica aqui)

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O que faz uma doula de pós-parto?
  • Fornece informações baseadas em evidências científicas e apoio emocional como qualquer outra doula (da Rede Portuguesa de Doulas);
  • Apoia na recuperação física e emocional da experiência de parto, tenha sido este que tipo de parto for;
  • Apoia a mãe/família nas suas escolhas informadas e conscientes, promovendo um maior vínculo entre todos os membros da família com o seu bebé recém-nascido;
  • Fornece informação sobre como cuidar do recém-nascido, estando atenta para sinais de alerta deste, numa atitude de prevenção;
  • Procura alternativas e soluções quando a mãe ou família sentem que já não sabem o que fazer. O ideal é que não cheguem a esse ponto;
  • Está alerta para situações que podem suscitar um quadro de depressão pós-parto, (em ambos os progenitores/cuidadores) procurando apoio noutros profissionais de saúde, se for necessário, numa atitude de prevenção;
  • Apresenta e discute as mudanças físicas, emocionais, psicológicas e espirituais da gravidez, parto e pós-parto e parentalidade;
  •  Explica estes processos com ajuda de recursos variados (audiovisuais, manuais, filmes, folhetos, etc.) e mesmo com a colaboração de outras doulas e profissionais na área da saúde, como parteiras (enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetra), obstetras, fisioterapeutas, nutricionistas, pediatras, entre muitos outros;
  • Ajuda na elaboração do plano de pós-parto (se este ainda não foi feito anteriormente), nas suas escolhas, medos e preocupações. Conversando com a cliente sobre as suas dúvidas emocionais, o seu relacionamento com a família mais próxima, o seu companheiro/acompanhante, traduzindo até em linguagem acessível, as recomendações do médico de família ou obstetra;
  • Cria na mãe uma sensação de bem-estar, aumentando, se possível, a sua autoestima e confiança na capacidade de cuidar da sua cria, resgatando a sua sabedoria intuitiva;
  • Acompanha todo o pós-parto (independentemente do tempo que este possa durar) em várias sessões de acompanhamento, certificando-se que esta tem as suas dúvidas esclarecidas, sejam elas a nível físico, prático ou emocional, consigo mesma e com o seu bebé;
  • Facilita o vínculo entre a mãe/pai e o bebé, respeitando as necessidades básicas da puérpera;
  • Dá informações gerais sobre os temas principais relacionados com os cuidados do bebé;

O que a Doula de pós-parto não faz:

       Não efetua atos médicos, nem faz diagnósticos, nem prescreve medicamentos e não induz o casal em erro sobre as suas competências, completamente à semelhança do papel da Doula na gravidez e parto.

Podes ver o Código de Ética das doulas da Rede Portuguesa de Doulas para teres uma visão bem clara dos nossos princípios.

https://www.redeportuguesadedoulas.com/coacutedigo-de-eacutetica-da-doula.html

Resumindo: Várias pesquisas demonstram que os pais e bebés que têm apoio efetivo nas primeiras semanas de nascimento da nova família, tem uma maior facilidade na adaptação a novas rotinas, maior vínculo com a sua cria, maior duração de aleitamento materno e menos depressão materna e/ou paterna).

O que pode ser esse apoio efetivo?
  • Suporte na amamentação, esclarecendo mesmo em caso de leite artificial.
  • Ajudar com a recuperação emocional e física após o nascimento, sugerindo apoio terapêutico ou exercícios simples de recuperação física. As visitas não devem exceder as duas horas para que a mãe não sinta que precisa “fazer sala” com a sua doula.
  • Manutenção leve da casa (lavar a loiça, estender a roupa, ou o que for melhor para a mãe) para que esta não se sinta tão sobrecarregada.
  • Preparação de refeições leves que podem ser congeladas.
  • Pequenos recados (ir aos correios, pagar uma conta, passar no supermercado).
  • Assistência com o cuidado do recém-nascido, como apoiar nas primeiras mudas de fraldas, no primeiro banho e ter atenção ao conforto deste, tal como dar colo enquanto toma um banho, estar atenta a sinais de icterícia ou aos cuidados do cordão umbilical.
  • Técnicas calmantes do bebé, e da mãe, como os 5 Ss (Harvey Karp), ou uma mantra /respiração conectada (respiração de rebirthing).
  • Cuidar dos irmãos mais velhos.
  • Referências a recursos locais, tais como aulas parentais, pediatras, apoio na amamentação ou outros grupos de apoio.



                                        Doulas com formação específica em pós-parto


Zona Norte

- Olga Coelho - Santo Tirso, Trofa, Guimarães, Paços de Ferreira, Porto

- Romana Naruna - Porto, Matosinhos. Vila Nova de Gaia. Vila do Conde, Maia

- Sandra Gonçalves - Barcelos, Trofa, Santo Tirso, Braga, Esposende, V. N. Famalicão

- Tatiana Silva - Porto e Vila Nova de Gaia


Zona Centro

- Madalena Ferreira - Óbidos/ Caldas da Rainha

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Grande Lisboa

- Ana Cristina - Lisboa e arredores

- Filipa Piedade - Oeiras, Sintra, Cascais
tlm: 914756965

- Patrícia Oliveira - Odivelas, Loures, Sintra, Linha de Cascais
telm: (+351) 966843848 

- Rita Correia - Grande Lisboa, Angola

- Sílvia Lino - Lisboa (Areeiro, Alameda, Arroios, Intendente)


Zona Sul

- Cecile Godinho - Algarve

- Lídia de Matos - Évora
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